segunda-feira, 3 de março de 2008

Girls of Summer

Depois de uma semana de calor infernal (em plena estação das chuvas aqui em São Paulo)... eu me pergunto: Pra que que eu deixei o Recife, meu Deus?!? Num fim de semana como esse estaria eu na praia!!

Por falar em praia... a música do dia é do Aerosmith, Girls of Summer, do single de mesmo nome (lançado em 2002). Antes que os moralistas venham me perguntar se eu sei que a música tem conotação sexual... sei sim... fui eu que traduzi a letra dela! O vídeo está aqui! Divirtam-se! :-)
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When winter hush turns summer pink
In half the time it takes to blink
But it all depends on what you think
About the girls of summer

When all you think of all day long
Is a pretty face inside a song
With a thought like that you can't go wrong
About the girls of summer

Oh yeah
(Do you know, everybody knows now)

Some girls are all about it
Some girls they love to let it fly
Some girls can't live without it
Some girls are born to make you cry

Over and over again

My favorite thing that drives me wild
Is when a city girl walks a country mile
For a boy she loves, God bless the child
Inside the girls of summer

Oh yeah
(Do you know, everybody knows now)

Some girls are all about it
Some girls they love to let it fly
Some girls can't live without it
Some girls are born to make you cry
Yeah, over and over again
Yeah, yeah, yeah, yeah, yeah


They get you climbin' the walls
They get you caught in their spell
They get you speakin' in tongues
Could this be Heaven or Hell
To fall in love twice a day
Is such a sweet place to be

Sîl vous plait

The best things about life are free
The pussywillow up your tree
To the one who climbs
They'll always be the girl, yeah

Some girls are all about it
Some girls they love to let it fly
Some girls no doubt about it
Some girls are born to make you cry

Some girls can't live without it
Some girls got twenty reasons why

Over and over and over and over and over

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

C. S. Lewis Song

(Interpetrada por Brooke Fraser - Você pode encontrar o vídeo aqui e a letra original (em inglês) aqui!)

Se eu encontrar em mim desejos
que nada neste mundo pode satisfazer,
Eu só posso concluir que eu não fui feito para este lugar.
Se a minha luta contra a carne é na melhor das hipóteses
apenas leve e momentânea.
Então é claro que eu me sentirei nua
Quando comparada com o lugar para onde estou destinada.

Fale comigo na luz da alvorada
Misericórdia vem com a manhã...
Eu suspirarei e com toda a criação gemerei enquanto espero

A esperança vir para mim!

Eu sou perdido ou apenas encontrado?
No caminho reto ou na incerteza do caminho errado?
Existe uma alma que se move em mim,
Ela está se libertando, querendo se tornar viva?
Porque o meu conforto me faz preferir ficar dormente
E evitar o vindouro nascimento de quem eu nasci para me tornar...

Fale comigo na luz da alvorada
Misericórdia vem com a manhã...
Eu suspirarei e com toda a criação gemerei enquanto espero

A esperança vir para mim!

Porque nós, nós não estamos aqui por muito tempo
Nosso tempo é apenas um fôlego, então e melhor respirá-lo

E eu, eu fui feita para viver,
Fui feita para amar,
Eu fui feita para Te conhecer!

A esperança está vindo pra mim (4x)

Fale comigo na luz da alvorada
Misericórdia vem com a manhã...
Eu suspirarei e com toda a criação gemerei enquanto espero

A esperança vir para mim!

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PS.: Para aqueles que (sacrilégio dos sacrilégios!) não conhecem o C. S. Lewis... tá aqui o artigo sobre ele na wikipédia!

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

O Tempo e o Amor

(Sermão do Mandato (1643), fragmento)

Tudo cura o tempo, tudo faz esquecer, tudo gasta, tudo digere, tudo acaba. Atreve-se o tempo a colunas de mármore, quanto mais a corações de cera!

São as afeições como as vidas, que não há mais certo sinal de haverem de durar pouco, que terem durado muito. São como as linhas que partem do centro para a circunferência, que, quanto mais continuadas, tanto menos unidas.

Por isso os antigos sabiamente pintaram o amor menino,
porque não há amor tão robusto, que chegue a ser velho.
De todos os instrumentos com que o armou a natureza o desarma o tempo.
Afrouxa-lhe o arco, com que já não tira,
embota-lhe as setas, com que já não fere,
abre-lhe os olhos, com que vê o que não via,
e faz-lhe crescer as asas, com que voa e foge.

A razão natural de toda esta diferença, é porque o tempo tira a novidade às coisas, descobre-lhes os defeitos, enfastia-lhes o gosto, e basta que sejam usadas para não serem as mesmas. Gasta-se o ferro com o uso, quanto mais o amor?

O mesmo amar é causa de não amar, e o ter amado muito, de amar menos.


Pe. Antônio Vieira

domingo, 3 de fevereiro de 2008

Na Sua Estante

(Composição: Pitty)

Te vejo errando e isso não é pecado,
Exceto quando faz outra pessoa sangrar
Te vejo sonhando e isso dá medo
Perdido num mundo que não dá pra entrar
Você está saindo da minha vida
E parece que vai demorar
Se não souber voltar, ao menos mande notícias
'Cê acha que eu sou louca
Mas tudo vai se encaixar

Tô aproveitando cada segundo
Antes que isso aqui vire uma tragédia

E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu

E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu

Você tá sempre indo e vindo, tudo bem
Dessa vez eu já vesti minha armadura
E mesmo que nada funcione
Eu estarei de pé, de queixo erguido
Depois você me vê vermelha e acha graça
Mas eu não ficaria bem na sua estante

Tô aproveitando cada segundo
Antes que isso aqui vire uma tragédia

E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu

E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu

Só por hoje não quero mais te ver
Só por hoje não vou tomar a minha dose de você
Cansei de chorar feridas que não se fecham, não se
curam
E essa abstinência uma hora vai passar...

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Porque Mentias?

Por que mentias, leviana e bela,
Se minha face pálida sentias
Queimada pela febre?... e minha vida
Tu vias desmaiar... por que mentias?

Acordei da ilusão! a sós morrendo
Sinto na mocidade as agonias.
Por tua causa desespero e morro...
Leviana sem dó, por que mentias?

Sabe Deus se te amei! sabem as noites
Essa dor que alentei, que tu nutrias!
Sabe este pobre coração que treme
Que a esperança perdeu porque mentias!

Vê minha palidez: a febre lenta...
Este fogo das pálpebras sombrias...
Pousa a mão no meu peito... Eu morro! eu morro!
Leviana sem dó, por que mentias?


Alvares de Azevedo

Poesia completa aqui e recitação do poema aqui.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

The Hard Way


(Conposição: Keith Urban)

You've got your own way of looking at it baby
I guess that proves that I got mine
Seems like our hearts are set on automatic
We say the first thing that comes to mind
It's just who we are baby, we've come too far to start over now
I know what you're thinkin' ; I'm not always easy to be around

But I do love you
You keep me believin' that you love me too
And I know it's true
This love drives us crazy but nobody's walkin' away
So, I guess we'll to do it the hard way

If I had a genie in a bottle
Three wishes I could wish for us
I wish we'd live forever and get along together
Turn these tempers into trust

Do it the hard way

But I do love you
You keep me believin' that you love me too
And I know it's true
This love drives us crazy but nobody's walkin' away
So, I guess we'll to do it the hard way

It's just who we are baby, we've come to far to start over now
Believe me tonight love's the one thing in life we can't live without

But I do love you
You keep me believin' that you love me too
And I know it's true
This love drives us crazy but nobody's walkin' away
So, I guess we'll to do it the hard way

Do it the hard way
The hard way

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

When You Say You Love Me

Música do dia: "When You Say You Love Me" do Josh Gorban. Vídeo aqui e tradução nesta página.

Composição: Mark Hammond e Robin Scoffield


Like the sound of silence calling,

I hear your voice and suddenly
I'm falling, lost in a dream.
Like the echoes of our souls are meeting,
You say those words and my heart stops beating.
I wonder what it means.
What could it be that comes over me?
At times I can't move.
At times I can hardly breath.

When you say you love me
The world goes still, so still inside and
When you say you love me
For a moment, there's no one else alive


You're the one I've always thought of.
I don't know how, but I feel sheltered in your love.
You're where I belong.
And when you're with me if I close my eyes,
There are times I swear I feel like I can fly
For a moment in time.
Somewhere between the Heavens and Earth ,
And frozen in time, Oh when you say those words.

When you say you love me
The world goes still, so still inside and
When you say you love me
For a moment, there's no one else alive


And this journey that we're on.
How far we've come and I celebrate every moment.
And when you say you love me,
That's all you have to say.
I'll always feel this way.

When you say you love me
The world goes still, so still inside and
When you say you love me
In that moment,I know why I'm alive

When you say you love me.
When you say you love me.
Do you know how I love you?

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

O conto – Parte Dois – A Agonia de Katrina

Aliocha era um homem dividido... e Katrina sabia disto desde o começo.. sabia que a vocação monástica dele poderia trazer problemas a sua história! O que ela não imaginou... era que essa vocação ia trazer problemas tão cedo!


Menos de dois meses depois do dia em que ela descobriu-se a amar aquele jovem, ele lhe trouxe uma noticia que no mínimo iria abalar seu mundo. Aliocha lhe disse que os votos dele e a sua relação com Katrina eram incompatíveis naquele momento... e que ele precisava de um tempo só para poder ter certeza – tanto quanto aos seus votos monásticos ainda não desfeitos quanto a sua relação com ela – E acabou seu recém-começado namoro com Katrina.

E Katrina... que mal havia aprendido os segredos do amor... descobriu mais um: O amor só pode ser chamado assim quando envolve sofrimento. Pois Katrina sofreu... sofreu como nunca tinha sofrido em toda a sua vida. Katrina passava dias a pensar naquele jovem... horas e horas perdidas a pensar nele. Nem os livros a interessavam mais... ela sofria. E para os problemas do coração, os livros não são o melhor remédio.

As vezes Katrina simplesmente queria desistir... queria parar de sofrer! Mas como desistir do homem que ela amava? Ela se apegava a poesia... e repetia:


“ ... Não me deixes, não!” 1

Ou se apegava a música, e repetia:


“ ... Eu te amo calad[a]... como quem ouve
uma sinfonia..."
2


(Béria Lima)

P.S.: Outro trecho de música que é muito bonito (me foi mostrado hoje a noite por isso está postado como post scriptum ) é:

"... Mas amar é sofrer... Mas amar é morrer de
dor!"
3
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1 Trecho do poema "Não me Deixes!" do Gonçalves Dias.
2 Trecho da música "Certas Coisas" do Lulu Santos e do Nelson Motta.
3 Trecho da música "Canto de Xangô" do Baden Powell e do Vinícius de Moraes.


(publicado originalment no Cruz sub Rosa)

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Certas Coisas

Composição: Lulu Santos / Nelson Motta

Não existiria som
Se não houvesse o silêncio
Não haveria luz
Se não fosse a escuridão
A vida é mesmo assim,
Dia e noite, não e sim...

Cada voz que canta o amor não diz
Tudo o que quer dizer,
Tudo o que cala fala
Mais alto ao coração.
Silenciosamente eu te falo com paixão...

Eu te amo calado,
Como quem ouve uma sinfonia...

De silêncios e de luz.
Nós somos medo e desejo,
Somos feitos de silêncio e som,
Tem certas coisas que eu não sei dizer...

A vida é mesmo assim,
Dia e noite, não e sim...

Cada voz que canta o amor não diz
Tudo o que quer dizer,
Tudo o que cala fala
Mais alto ao coração.
Silenciosamente eu te falo com paixão...

Eu te amo calado,
Como quem ouve uma sinfonia...

De silêncios e de luz,
Nós somos medo e desejo,
Somos feitos de silêncio e som,
Tem certas coisas que eu não sei dizer...
(E digo)

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Soneto da Dor

(Nota: Este soneto também está no livro Rimas do Albano... e como o outro... só é identificado por um número [Soneto IV] )

Mata-me, puro Amor, mas docemente,
Para que eu sinta as dores que sentiste
Naquele dia tenebroso e triste
De suplício implacável e inclemente.

Faze que a dura pena me atormente
E de todo me vença e me conquiste,
Que o peito saudoso não resiste
E o coração cansado já consente.

E como te amei e sempre te amo,
Deixa-me agora padecer contigo
E depois alcançar o eterno ramo.

E, abrindo as asas para o etéreo abrigo,
Divino Amor, escuta que eu te chamo,
Divino Amor, espera que eu te sigo.

José Albano